sexta-feira, 15 de novembro de 2019
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Jogadores da INTZ falam sobre a Final e em que podem melhorar!

SemLag

A INTZ foi um time que chegou as semi sem grandes problemas, nessa postagem, os jogadores falaram em que podem melhorar. A entrevista feita pela Omelete aos jogadores.

Felipe “Yang” Zhao, 19 anos – Topo

Como foi esta confirmação de estar em mais uma final do CBLOL?

Yang – Para mim esta virando costume. Porque são 4 finais consecutivas, para mim seria bem estranho se não fossemos para a final. Acho que poderíamos ter sido melhor nesta série contra a OPK, mas a gente tem duas semanas ainda para fazer melhorar e acho que a expectativa está muito boa.

Este é o ano da INTZ?

Yang – Espero que sim, mas como vimos, este ano não da para ver quem está mais forte, acho que todos os times estão cada um está com um time diferente e próprio então talvez um time seja melhor que o outro e esse outro seja melhor que tal time, então não acho que  dá para ter favoritismo neste CBLOL deste ano.

O bootcamp foi para renovar os ânimos?

Yang – Ele ajudou bastante a gente, tanto em estratégia quanto em mentalidade, acho que renovou o ânimo. Estávamos um pouquinho desanimados por todos os embates durante este primeiro split. Sim este bootcamp ajudou bastante a gente. Talvez se tivéssemos um pouco mais de tempo, seria muito melhor, mas foi bom.

Gabriel “Tockers” Clauman, 19 anos – Meio

Dá para respirar mais tranquilo neste momento?

Tockers – Dá para respirar mais tranquilo até o final do domingo. Começando segunda, preparação e foco, pois vai ser difícil esta final.

Você acredita que tem algum ponto em você ou no time que precisa ser melhorado?

Tockers – Individualmente eu acho que não, não vejo algo gritante  agora, mas acho que posso melhorar em tudo que eu já faço porque você nunca é perfeito, mas em time eu sinto que a gente precisa um pouco mais de calma e pensar antes de fazer algumas coisas, porque tem umas coisas que sai do nada, tipo um “TP” direto dentro do Baron quando a gente tinha que “kitar” e agente tem que pensar mais estas coisas antes de fazer as “plays”. Acho que é isso, pensar. Com calma.

E como você está neste momento, rola um sentimento de “tem que ser desta fez?”

Tockers – Joguei 3 finais o ano passado, ganhei 2 e perdi 1,  eu perdi a mais importante mas eu ganhei 2. Agora chego a mais uma final este ano e acho que a gente já está acostumado com a pressão da final. Todo mundo aqui já é experiente o suficiente para isso e com certeza o que a gente quer, a gente quer ir para o Wild Card, a gente quer ir para a China, mas é um momento de cautela porque a Keyd está bem forte.

Complete a frase: Bootcamp é bom, mas o melhor é…

Tockers – GANHAR! Eu quero aproveitar para agradecer para quem torceu para a gente, quando a gente estava numa fase muito ruim, não desistiu, continuou apoiando e é isso ai, a gente pretende INTZ campeã!

Luan “Jockster” Cardoso, 21 anos – Suporte

Qual foi, na sua opinião, o ponto mais difícil durante todo este split?

Jockster – Eu acho que foi um pouco do desgaste que a gente teve quando a gente começou a jogar muito mail. Acho que foi na 3a. Semana, quando a gente começou a ter problema de draft, deu uma desgastada na relação. Mas acho que a gente ta conseguindo dar a volta por cima nisso e acho que este foi o maior problema, mas já está resolvido.

Você acha que os problemas de penalidades no início do split afetaram o time?

Jockster – Na hora que a gente recebe a noticia, a gente fica um pouco abalado, realmente afeta sim um pouco na mentalidade, mas a gente conseguiu arrumar nossa mentalidade no mesmo dia que a gente recebeu a noticia, então a gente ignorou isso, pra gente “whatever”, perdeu 4 pontos, então temos que ganhar tudo ainda pra poder ser o melhor que é o que a gente quer. 

Qual o maior insight que você teve no Bootcamp?

Jockster – Eu acho que foi mais no meu individual, jogando SoloQ lá, contra os suportes de lá eu vi que eles fazem muita coisa que a gente não tinha nem ideia que era possível aqui. Então aprendi bastante coisa individualmente, então pra mim isso foi a melhor coisa que aprendi.

Alguma mensagem para os fãs?

Jockster – Queria agradecer muito a todo mundo que acreditou na gente. Desde que a gente perdeu os 4 pontos a gente não falou muito nisso, mas o apoio dos fãs ajudou muito a gente a continuar. Então queria agradecer todo mundo e continuem torcendo pra gente que na final a gente vai dar o melhor da gente.

Michael “MicaO” Rodrigues, 19 anos – Atirador

Este momento de chegar novamente a uma final, é igual aos anteriores ou tem um gosto diferente?

MicaO – Eu acho que tem um gosto meio diferente, porque antes a gente não sentia pressão nenhuma de ser bom. A gente não tinha este negócio de ser um dos melhores times do Brasil antes, era um time totalmente novo, meio que desacreditado então a gente chegou como o Underdog mesmo e pra gente aquilo foi muito surpreendente. Agora meio que muda o jogo, porque a gente “tem que” estar na final, por toda esta história que a gente tem e tudo pelo que a gente passou até agora. Os dois momentos são muito bons, mas é bem diferente.

Você acha que é um desafio novo ou está bem confiante pro resultado?

MicaO – O jogo contra a Keyd vai ser bem difícil, bem difícil mesmo, eu acredito que agora com o Baiano eles melhoraram muito. Parece que ele tem uma função bem importante dentro do time, então não estou bem confiante assim não. Vai ser um jogo bem difícil, a gente vai dar o nosso melhor e a gente vai fazer o nosso melhor estas semanas.

O fato da Keyd também ter feito um bootcamp na Europa deixa o nível de vocês meio equalizado em termos de treinamentos e estratégias?

MicaO – Eles fizeram há mais tempo, mas eles ficaram mais tempo também, então eu sinto que agora que eles começaram a aplicar as coisas que eles aprenderam lá fora. Eles ainda estão com uma vantagem neste sentido porque a gente viu muita coisa lá, mas é simplesmente muito difícil você começar a fazer uma coisa deste tipo rapidamente. Você tem que ver, entender e depois começar a pensar daquele jeito para aplicar. Eles estão meio que na nossa frente neste sentido. Mas a gente vai tentar nestas duas semanas que temos pela frente, chegar neste nível.

MicaO – Quero aproveitar e agradecer a todo mundo que está apoiando a gente, tivemos uma fase bem difícil neste split e foi bem complicado tudo, tanto pra gente como pra quem torce. Queria agradecer para quem torce, mesmo nos tempos ruins e esperar mais torcida ainda agora que está na final.

Este é o ano de ir Mundial?

MicaO – Espero que sim, mas agora o pensamento está no MSI e ganhar o Wild Card.

Gabriel “Revolta” Henud, 18 anos – Caçador

Mais uma final, muda o sentimento?

Revolta – Cada final você tem um sentimento novo, porque você traça um caminho diferente, apesar de ser um caminho vitorioso, mas é um caminho diferente. A gente vive coisas inesperadas como por exemplo: menos 4 pontos no começo, ter que se re-motivar, ir pro bootcamp, jogar com os times lá de fora, então a sensação é totalmente diferente.

Com relação a questão de “ânimos”, o quanto isso é determinante para o sucesso do time? Só jogar bem não basta?

Revolta – Eu acho que 100%. Um time desanimado é um time desunido e eu acredito que não chega a lugar nenhum. Eu acho que esta sempre foi a maior força da INTZ, a gente sempre foi um time que conseguia realmente ser familia e conseguia ignorar qualquer problema, qualquer ego, qualquer disputa de poder interna e poder ajudar uns aos outros a vencer  eu acho que a gente conseguiu re-construir isso.

Do Revolta que iniciou carreira lá atrás e o de hoje, em que ponto você se vê, já está perto do que você queria?

Revolta – Hoje eu estou bem satisfeito com as minhas performances, mas eu acho que por eu ser caçador é um pouco cruel me julgar, porque pois muitas das vezes eu dependo da atuação do time também, ou de como o time comunica, caçador não é simplesmente chegar e fazer uma coisa, tem que ser muito planejado, tem que ser muito conversado. Eu acredito que durante esta fase, tudo que falaram, que eu não estava na minha melhor  forma, eu entendo. Eu realmente não estou na minha melhor forma, no estou no meu melhor momento. Mas não acho que eu estou num mal momento. Todo mundo tem expectativas muito altas em mim, quando eu não atinjo elas as pessoas tendem a pesar demais.

A pressão maior vem de fora ou de você mesmo?

Revolta – A pressão maior vem de mim para mim mesmo, mas a gente tem o Claudio que é nosso psicologo e ele ajuda a lidar muito bem com isso em questão de isso não afetar meu desempenho e sim me ajudar a melhorar.

O Revolta otimista já está aprendendo umas palavras em Chinês?

Revolta – Risos.. Eu não sei nada em Chinês, mas se a gente for eu juro que prometo aprender!

Alguma mensagem para o outro time? E os fãs?

Revolta – Não, só no jogo mesmo. Quanto aos fãs eu queria agradecer por todo mundo ser super carinhoso e super receptivo com a gente. Apesar de termos feito a pior campanha que a gente já fez no CBLOL, eles sempre nos apoiam estão sempre do nosso lado.

Alexandre “Abaxial” , 25 anos – Caçador

Qual foi o ponto que determinou a vitória da INTZ para chegar neste resultado?

Abaxial – Mmmm.. Pergunta difícil. Eu penso que a maior coisa para nossa vitória neste split tem sido consertar velhos problemas. Nós não podemos ficar presos apenas com o que é bom ou assumir que o que estamos fazendo é suficiente para ganhar todas as vezes. As outras equipes no Brasil estão ficando muito melhor, como vimos a OPK agora e eles eram um equipe challenger há uns meses atrás. Então precisamos continuar evoluindo e precisamos ficar a frente dos outros, porque aqui é diferente, no Brasil hoje temos muito mais que 2 ou 3 equipes boas agora.

E como foi esta experiência do bootcamp?

Abaxial –  O bootcamp foi muito diferente para nós. O SoloQ é melhor na Europa.E temos muitas pessoas interessantes praticando e ficamos expostos a diferentes estilos de jogo. Eles também fazem rotas bem diferentes. Eles jogam com estilos bem diferentes, de forma bem diferente na Europa que tivemos uma pequena dificuldade para se ajustar na volta ao Brasil. E as pessoas adoram essa história de que bootcamps são um erro e você não deve fazer bootcamps para competir no Brasil. Mas as outras coisas que vimos valem totalmente a pena. Nós aprendemos muito sobre como jogar como uma equipe, como nos aproximamos no mid game, como lutar numa teamfight, todas essas coisas, eles mudam muito e nestes pontos aprendemos muito.

Você arrisca prever como será esta final?

Abaxial –  Com certeza será um desafio. É difícil fizer como será pois a Kabum não foi páreo para a Keyd. O que posso dizer é que não será fácil. Eles não mostraram como eles são sob pressão então é dificil dizer. 

Sempre educado, Abaxial que é americano, deixou um recado aos fãs:

Abaxial –  Para os fãs da INTZ, muito obrigado. Eu sinto muito por meu portugues não ter progredido ao ponto de eu poder falar diretamente com vocês, mas eu sinto o carinho através de quem fala em inglês comigo. Seu apoio significa muito. Eu me cobro muito e as vezes fico cansado, e chego a pensar em desistir, mas ai eu penso em todo mundo que me apoia e deseja meu sucesso e é isso que me ajuda a continuar.

A final, 1º split, será disputada no dia 02 de abril a partir das 13.

Entrevista: Omelete

Sobre Max Pita

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