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Sob a perspectiva do AnaLOLsta: A ascensão do novo Ryze!

Fala galera, tranquilo? Serafan na área mais uma vez, mas hoje, sem vídeos-tutoriais (todos chora: aaaaah :/). Dessa vez estou aqui para trazer uma análise resumida das minhas primeiras impressões jogando com o novo Ryze. Lembrando que, por se tratar de um “resumo” (ou quase isso, haha), não irei me aprofundar muito. Essas são apenas algumas previsões do que, na minha opinião, podemos esperar desse campeão e seu novo kit de habilidades, beleza?

De modo geral, o meta-game hoje, é dominado pelos bruisers que se beneficiam das mudanças feitas em cima da Força da Trindade. Uma série de mudanças no estilo de jogo aconteceram em função disso. Por termos campeões com um potencial de dano alto ao mesmo tempo que conseguem aparar/reduzir/bloquear – ou simplesmente aguentar – boa parte do dano proveniente dos adversários, tivemos uma mudança estrutural nas principais escolhas de picks e bans. Pra começar, os assassinos perderam espaço (adeus Akali :/ – todos ri). Isso fez com que o espaço de dominância na rota do meio ficasse em aberto. Quem assumiu o lugar foram os magos com bom potencial de kite/sustain ou com habilidades que proporcionam algum tipo de controle de grupo (Swain, Viktor e Vladimir são os 3 principais expoentes dessas categorias). Ok. Disso todos sabem. O que vocês devem estar se perguntando nesse momento é: “mas de que forma o meta-game atual influencia nessa tal “ascensão do novo Ryze” que o AnaLOLsta está falando?”.

Imaginem que, a principal mecânica para mitigar o poder devastador que um bruiser possui é o “kite” (mecânica de “jogar para trás”, ou seja, bater no adversário enquanto se distancia dele). O que estou querendo dizer, é que ninguém vai ser feliz sem ser amado, meu coração de vez se entregou, confesso que estou apaixonado, ♪ colado com um Darius, uma Irelia ou um Gnar adversários (a não ser que o Gnar seja esse, é claro). Mas você também não pode apenas correr dos adversários e ficar esperando o seu Nexus cair. Lidar com um bruiser não é uma tarefa fácil, mas é algo extremamente necessário se você almeja a vitória (insira o meme ~Master of Obvious~ aqui). E a melhor forma de fazer isso é jogando para trás.

Jogar para trás, é uma arte que esse novo Ryze domina com maestria! Seu potencial de kitting ficou absurdamente forte com o bônus de velocidade de movimento que ele recebe em suas habilidades. Não bastasse o seu próprio kit, um dos dragões elementais (aquele que todo mundo anda criticando por ser “inútil”) recebeu um buff tímido, mas que deverá impactar de forma extremamente positiva esse novo Ryze, já que ele está relacionado diretamente com a principal deficiência desse campeão: a falta de mobilidade.

Fase de Rotas: consigo ver o Ryze sendo usado de forma bastante ampla na rota superior, justamente por ser uma escolha segura contra vários campeões que jogam na parte de cima do Rift. É importante mencionar que outra mudança que impactou diretamente a ascensão do novo Ryze (e sua maior viabilidade como solotop) é o Dragão do Oceano, já que mesmo sem o bônus do Azul – normalmente concedido aos magos da rota do meio – será possível manter um sustain de mana significativo com esse campeão. O seu novo kit de habilidades (sobretudo a sinergia entre o E e o Q – e a forma como eles interagem com múltiplos alvos) proporciona uma limpeza de rotas segura e garante a ele a capacidade de farmar embaixo da torre (sendo pressionado pelo adversário) sem problemas. Na rota do meio, vejo ele como sendo uma escolha situacional capaz de lidar de forma eficiente com alguns campeões do meta-game atual, mas que perde para várias escolhas nessa rota por conta da sua baixa mobilidade agressiva e por possuir uma habilidade ultimate que não é voltada para o dano, mas sim, para a utilidade. Por conta disso, não vou me aprofundar no uso desse campeão na rota do meio.

Lutas em Equipe: é aqui que o bicho pega! A nova habilidade ultimate do Ryze possui uma mecânica extremamente singular. Através dela, o campeão é capaz de se teleportar, junto com os demais aliados do time, para algum ponto próximo do mapa. Lembram que eu falei que ele possui uma mobilidade agressiva ruim? De fato, ninguém vai se atirar no meio de cinco jogadores com um Ryze – que mesmo possuindo uma construção de itens que garante bastante aumento de vida ainda carece de resistências – e esperar ficar vivo (ou causar qualquer impacto na luta em equipe). Isso é bastante óbvio, já que o campeão é, em sua essência, um mago de kitting. Porém, a sua nova habilidade ultimate apresenta excelente sinergia com campeões de hard engage (Wukong, Malphite e Kennen, por exemplo), compensando um dos seus pontos mais fracos através do combo com outros jogadores (isso pode ser um problema nas filas ranqueadas de baixo nível, mas certamente nos trás uma infinidade de possibilidades no alto nível e, obviamente, no cenário competitivo).

Um Resumo do “Resumo”: o campeão ficou extremamente consistente mas ainda mais difícil de masterizar. Jogadores medianos de Ryze poderão enfrentar grandes problemas em lidar com sua nova mecânica, já que ela não permite espaço para erros. Por outro lado, aqueles que dominarem o campeão, poderão encontrar nele, a porta de entrada para o mais alto nível dentro de League of Legends. Ele possui elementos surpresas que podem ser o diferencial em um confronto 1×1 ou até 2×1 (como é o caso da mecânica de escudo instantâneo observada em seu Q). O seu W – sobretudo em conjunto com seu E – é o que garante ao Ryze a segurança necessária para lidar com as principais escolhas da rota do topo no meta-game atual. A sinergia de sua habilidade ultimate (R) com outros campeões voltados para lutas em equipe, proporciona maior versatilidade para o campeão. O novo Ryze se beneficia dos dragões elementais de forma singular, sobretudo, quando jogando na rota superior. Analisando o seu novo kit de habilidades é seguro dizer que, graças a um conjunto único que proporciona segurança e altíssimas recompensas quando bem utilizado, esse campeão, mais uma vez, balançará as estruturas do cenário competitivo e do mais alto nível dentro das filas ranqueadas!

Sobre Knyfox

Bacharel em Relações Internacionais pela UFPEL. Futuro Especialista em Marketing Executivo pela FGV. Certificado em Inbound Marketing pela HubSpot, em Marketing de Conteúdo pela Rock Content e em Adwords pela Google. Um dia sem aprender algo novo é tempo perdido. Um café sem perder tempo é um dia aprendido. Quê? Café! Quer?!

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