terça-feira, 10 de dezembro de 2019
Início / Notícias / eSport / paiN Gaming: em busca do suporte perfeito
SemLag

paiN Gaming: em busca do suporte perfeito

Campeã brasileira de 2015, melhor campanha de uma equipe Wildcard em um Campeonato Mundial, torcida mais feliz que nunca. Tudo perfeito para a paiN Gaming, certo? Errado.

Com o anúncio da saída de Dioud em dezembro, a paiN Gaming se encaminha, em 2016, para o seu sexto suporte desde o começo da fase profissional da equipe. De 2012 até agora passaram pela posição: MiT (2012-2013), Espeon (2013), Minerva (2013-2014), Olleh (2014), Dioud (2015) e agora Picoca. Quando comparamos com outras posições do time, a irregularidade fica mais clara. Nas funções de caçador e meio, por exemplo, a paiN sempre teve SirT e Kami, respectivamente. brTT, mesmo ficando uma temporada na Keyd, encaminha-se para o quarto ano como atirador da equipe, enquanto o topo não mudou tantas vezes, e parece ter se acertado com a chegada de Mylon.

Enquanto as expectativas sobre o desempenho do novo suporte aumentam, decidimos olhar um pouco para o passado e relembrar os suportes que já passaram pela paiN.

Histórico e saídas

Espeon e MiT foram os primeiros dos cinco suportes da paiN. (Foto: ESL/IEM)

 

Como equipe de ponta no cenário, a paiN é um daqueles times que sofre pressão da mídia e de seus torcedores a cada decisão tomada pela organização, principalmente quando a mudança é nos cinco jogadores que representarão seu nome em campeonatos – o que mexe no coração dos fãs.

Assim, para cada saída de um suporte, a gerência da paiN “devia” satisfações para a torcida, que se acostumou a ver alguns rostos na equipe e em transmissões. MiT, atual técnico, ex-capitão e um dos fundadores da esquadra, foi dispensado após alguns resultados ruins da equipe e uma reformulação da linha. Foi sucedido por Espeon, campeão brasileiro em 2013, quando a paiN parecia ter encontrado alguém que funcionava no time, mas não. No final do ano e após uma derrota na final do Wildcard daquele ano (para a GamingGear.EU), Espeon foi desligado com o motivo de não encaixar no estilo de jogo da equipe e “não ter uma boa dinâmica de grupo”.

Minerva foi o suporte que atuou ao lado de mais atiradores: três – brTT, ManolinGuilder e owN. (Foto: ESL/IEM)

 

Com pouco tempo no competitivo até então, Minerva (ex-meio) foi contratado como suporte, já que era conhecido como um jogador extremamente agressivo, estilo que a equipe buscava. No entanto, após pouco tempo fazendo dupla com brTT, o atirador saiu da equipe, que passou a testar diversos jogadores na posição, interferindo na postura de Minerva com o passar do tempo. O suporte jogou ao lado de brTT, ManolinGuilder e owN, antes de sair da equipe por decisão da organização.

E então, ainda no primeiro semestre de 2014, a paiN parecia finalmente ter acertado a escolha. Ele era carismático e encaixava como uma luva em uma das equipes mais fortes e carismáticas do cenário. Olleh. O jogador veio em um êxodo de sul-coreanos, que também tinha Lactea, SuNo e Winged entre eles. Apesar de não levar a Final Regional, a paiN jogou bem em diversos campeonatos, inclusive uma final épica da Série dos Campeões contra a Keyd de Mylon, Winged, SuNo, brTT e Loop, perdida por 3-2 em Fortaleza.

Provavelmente um dos melhores suportes a atuar no CBLoL. Olleh – com Lactea – resgatou uma paiN desacreditada e liderou a equipe para a final da Série dos Campeões 2014 e IEM San Jose.

 

Olleh conquistou não só a torcida da paiN, mas também do Brasil inteiro ao tratar todos os adversários com respeito após vitórias e derrotas, e também por suas transmissões, onde tentava aprender português para se comunicar com fãs e jogadores da equipe. Após representar o país na IEM San Jose 2014 junto da paiN, Olleh e Lactea deixaram a equipe, o que revoltou os fãs. Em nota, a paiN disse fazer o possível para segurar os jogadores, mas situações com os vistos dos coreanos no país e ofertas de outras equipes do exterior acabaram dificultando a permanência de ambos. Olleh, até hoje, mantém-se informado das novidades da equipe e acompanha o CBLoL, e faz comentários em seu Twitter.

O francês mais brasileiro do mundo

Dioud foi o primeiro – e único – estrangeiro a vencer o CBLoL.

 

Se fazer parte da paiN Gaming e representar a equipe ao lado de brTT (em volta neymarzística à paiN) não for desafio suficiente, o próximo suporte ainda teria que conviver com a cobrança constante da torcida, que ainda pedia Olleh de volta. Dioud chegou em cima da hora – a maioria dos adversários só foi conhecer quem era o suporte da paiN quase 24h antes da primeira partida do CBLoL – e de paraquedas. Um país novo, uma equipe nova e uma responsabilidade imensa.

Ao lado de brTT, Dioud aos poucos foi conquistando a torcida. Seja por sua movimentação, suas Sentenças de Thresh, “vai focar o meu suporte?!” ou pelas transmissões 99% habilidade, mas aquele 1% de comédia. O francês foi o primeiro jogador estrangeiro a chegar ao topo, conquistando o CBLoL 2015 – 2ª Etapa, o International Wildcard – Chile 2015 e participando do Mundial.

Apesar disso, a paiN optou por mudar de ares, e não renovou o contrato do francês para a temporada 2016. Às vésperas do início do CBLoL, a equipe ainda procurava um suporte.

À procura do suporte perfeito

Dos 16 jogadores que já passaram pela paiN em sua história profissional, seis são suportes.

 

Os motivos da saída dos suportes da paiN foram, em sua maioria, diferentes: falta de entrosamento, resultados ruins, problemas com visto, assédio de outras equipes, opção da organização… No final, mesmo o suporte que mais conquistou títulos – e a torcida – da paiN, foi dispensado. Afinal, o que a paiN Gaming procura?

Jogar ao lado de estrelas como Kami, Mylon e SirT não é fácil, mas o principal é atuar ao lado de brTT. O atirador é conhecido por ser volátil, emotivo, durante as partidas. Pode se dar bem com jogadores dentro do jogo, mas caso não funcione fora, eventualmente a equipe toda irá sofrer. Para todos os efeitos, brTT é o termômetro da permanência de suportes na paiN – quando ele esteve na equipe. MiT, Espeon e Minerva jogaram ao lado do carioca, mas nenhum chegou perto de atuar como Dioud atuou.

Matheus “Picoca” Tavares, o novo suporte da paiN, chega em meio a um cenário complicado. O jogador era um streamer famoso e sem experiência em ambiente competitivo antes de ser anunciado pela equipe. Junto a isso há a pressão por substituir Dioud – um jogador que fez o que parecia impossível: substituir e ser mais querido que Olleh; atuar ao lado dos atuais campeões brasileiros; encaixar no estilo de jogo construído pela equipe e acostumar-se com o ambiente profissional.

A resposta para “o que a paiN procura em um suporte” ainda é um enigma. Talvez mesmo para a equipe e para o próprio Picoca. Alguns imaginavam o que Olleh poderia fazer quando entrou na equipe, mas ele fez mais. Com Dioud a situação era ainda mais extrema, e talvez até a própria equipe não sabia ao certo o quanto ele poderia dar certo, visto que era uma aposta. Contratações são um jogo arriscado, com alto custo e uma recompensa desconhecida.

A equipe joga contra seu histórico, mas a favor de seu futuro e de sua imensa torcida. Será que Picoca conseguirá se firmar e surpreender ou será mais uma fase de transição até a chegada de um novo suporte?

por LeonButcher via League of Legends

Sobre Blitzcrank

o Grande Golem a Vapor. Redator do LegendsBR nas horas vagas.

Veja Também

Torneios deste Fim de Semana – 10 a 12 de Abril

Teremos 4 torneios este fim de semana, sendo 3 de X1 com pancadaria total e outro de 5x5 até Platinas. GG RpEasy!